Essa mulher é osso. Passa mandando em mim, dizendo o que fazer. Merda de mulher boa, gostosa e parceira. É um doce, também. Quando quer. Ela manda apertando aqueles olhinhos lindos "meu ratinho, já pedi para levar esse lixo para baixo", "ai, seu preguiçoso, já pedi para ir ao mercado" e por aí vão os mandamentos. Quando fica furiosa (e geralmente é por causa de alguma periguete, que eu, macho cafajeste da boca para fora que sou, dou corda) passa reto e pisando duro, juro, preferiria que ela gritasse. Mas a mulher é tão diabólica que não grita. Desconfio até que ela e o demônio são parentes. Ela fica pisando duro umas horas ou alguns dias, dependendo do grau da situação. Já ficamos duas semanas assim. Senti muita falta daquele corpo gostoso e com cheiro de mulher, de fêmea que ela tem. Uns peitinho lindos que cabem na boca e que eu agarro gulosamente durante o sono. Acho que a praga da mulher se espicha toda só para me deixar de pau duro e cabeça quente, se é que vocês me entendem. Mas enquanto pisa dura no chão, nem um pio, nem um gemido rouco que só ela sabe dar, nem um gozo molhado que ela deixa no lençol. Sim, amigos, ela quando goza intenso e forte, molha o lençol, escorre pelo rabinho deixando o serviço pronto para mim.
Mas quando pisa duro, nem um pio, nem uma frase sai daquela boca gostosa e que me chupa legal. Ela argumenta que não quer brigar, não quer dizer alguma palavra que me magoe, que prefere pensar e deixar o tempo acalmá-la. E quando o tempo passa, ela fala. Diaba, fala baixo e apertando os olhinhos, olhando fundo em meus olhos, sorve minha alma. E enquanto ela fala, me sinto um miserável. Porque admito que sou vidrado nela, vidrado no jeitinho espontâneo dela ser, vidrado nas danças malucas que ela inventa fazendo limpeza ou quando está feliz. Vidrado no amor que sei que ela tem por mim. Cara, essa mulher me ama. Puta que o pariu, sou um homem de sorte. A mulher mais gostosa que eu conheci quando pensei que não queria nenhuma, quando meu mundo tinha desabado. A mulher que me sorriu e enxergou em mim um homem que eu não conhecia ou não sabia que sou.
Ela me faz viver cara. Às vezes tenho uns lances sado-masô com ela, amarro inteira com fita de cetim preta, depois conto como é. Só não amarro a xotinha e o cù. Quero ver ela se mexer e não poder enquanto fico horas lambendo aqueles buracos que amo tanto. Na verdade, quero ver aquela mulher ter um prazer que homem nenhum deu a ela. E sei que somos um casal e tanto, principalmente quando o assunto é sexo. Ela se entrega ao sexo comigo como sei que nunca fez com outro. Porque, cara, o que fazemos na cama, não é qualquer mulher ou homem que faz. Somos entregues um ao outro, somos posse e dono, e vice-versa. E quando alguma coisa dá errado, ela me abraça. Cara já viu uma diaba como essa, que me abraça e não fala nada, fala baixinho "querido" e me abraça. Beija meu rosto bem de leve, me reconforta. Diabo, me deixa de pau duro só fazendo isso.
Por isso, quando ela pisa duro, me sinto um idiota, um babaca. Cara, por quê eu, macho metido, preciso deixar ela insegura desse jeito? Por quê fico de conversa fiada com essas daí? A mulher que tenho é linda cara, muito mais gostosa que a maioria que vejo, a beleza dela é natural, sem plástica. Quando se arruma toda me sinto O macho sortudo, marmanjo dando mole pra ela e ela ali, minha. Gostosa. com os peitinhos mais lindos e que cabem na minha boca. Que é sarada ao natural, sem frescura, vai à academia para malhar. Que é minha, que me ama. E que eu, um idiota, teimo em magoar, de vez em quando.